* UNIVERSIDADE PLANETÁRIA DO FUTURO, fundada em janeiro de 2010, pelos Grupos ARTFORUM Brasil XXI

*** Século XXI. A Universidade Planetária do Futuro - UNIFUTURO foi organizada em 2009.São seus Fundadores: As famílias: D.G.F.C., M. F. F. R., A.M.F.G., J.L.C.F. J.L.C.F. Os fundadores são patronos dos Grupo ARTFORUM Brasil XXI que foi organizado em 2001- XXI. Setores UNIFUTURIO: Conselho Universitário, Diretores de áreas acadêmicas, departamento e Grupos de pesquisa, comunicação, edição, divulgação de suas e matérias, artigos institucionais, academias, revistas, sites, blogs e matérias de convidados, como professores, doutores, jornalistas, e homenagens especiais. *** Enunciados da Carta Magna da UNIFUTURO: Os fundadores, patronos, a presidência, diretores, consultores e diretores do presidência do Grupo ARTFORUM Brasil XXI, do seu Projeto especial, Universidade Planetária do Futuro prestam tributo à Humanidade, à Paz Mundial, ao Brasil de 5 séculos; Aos povos da África e do mundo; A todas as etnias que formam o povo brasileiro; Às montanhas e aos picos da Terra; A todas as florestas; águas, oceanos, mares, rios, riachos e fuos de água dos cinco continentes; À Amazônia sua biodiversidade e à biodiversidade brasileira e do planeta. Brasil, março de 2009, Séc. XXI. Boas vindas! Bienvenidos! Welcome#
Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Apoio ao Aquídero Guarani, Agência FAPESP



A Universidade Planetária do Futuro Ano II
divulga artigo da Agência FAPESP:



Apoio ao Aquífero Guarani

26/09/2011

Agência FAPESP – O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo lançaram em 21 de setembro o livro Subsídios ao Plano de Desenvolvimento e Proteção Ambiental da área de afloramento do Sistema Aquífero Guarani no Estado de São Paulo.



O Sistema Aquífero Guarani (SAG) é um dos mais importantes reservatórios de água doce do planeta e é compartilhado entre quatro países do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No Brasil, estende-se por oito estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.



A área de ocorrência do SAG possui clima subtropical, recursos hídricos superficiais abundantes e cobre uma área de 1,1 milhão de km². Sua localização, associada ao grande potencial hídrico, o torna estratégico para o desenvolvimento econômico e social da região.



Para José Luiz Albuquerque Filho, pesquisador do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas (Cetae) do IPT e coordenador-geral do livro, a gestão deste aquífero é fundamental para que o recurso não se perca sem trazer benefícios à sociedade.



“A área de afloramento do Sistema Aquífero Guarani é vulnerável à contaminação. Ele possui águas antigas e sua extração deve ser efetuada com critério, pois sua renovação levaria dezenas de milhares de anos”, disse.



De acordo com dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), cerca de 80% dos municípios paulistas são abastecidos, mesmo que parcialmente, por água subterrânea.



A edição impressa do livro pode ser adquirida na Coordenadoria de Planejamento Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, localizada na Av. Prof. Frederico Hermann Júnior, nº 345. E a versão eletrônica da publicação será disponibilizada para download em breve no site http://www.ambiente.sp.gov.br/

_________________________________

Divulgação:
Universidade Planetária do Futuro - Ano II
Centro de Ciências do Meio Ambiente


Grupos ARTFORUM Brasil XXI - 12 anos
Departamento de Comunicação e Divulgação
....

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Oceanos em pauta, por Fábio de Castro

A Universidade Planetária do Futuro e seu Centro de Pequisa e Ciências do Meio Ambiente divulgam matéria sobre os oceanos.


Oceanos em pauta
13/09/2011
Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – A FAPESP e a Fundação Bunge realizaram nesta segunda-feira (12/09), em São Paulo, o Simpósio Científico sobre Oceanografia e Defesa Sanitária Animal e Vegetal.

O evento, realizado no auditório da FAPESP, debateu avanços obtidos nas áreas de Oceanografia e Defesa Sanitária Animal e Vegetal, que foram tema do Prêmio Fundação Bunge 2011. A premiação será realizada nesta terça-feira (13/9), às 19h30, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

O simpósio sobre Oceanografia, apresentado na parte da manhã, teve palestras dos vencedores do prêmio nas categorias “Juventude” e “Vida e Obra”.

Michel Michaelovitch de Mahiques, diretor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), apresentou ainda a conferência “Projeto Alpha Crucis”, sobre o novo navio oceanográfico que será adquirido com recursos da FAPESP e gerenciado pela USP.

O presidente da FAPESP, Celso Lafer, destacou a importância da oceanografia no contexto contemporâneo mundial de mudanças ambientais. “A área de oceanografia gera conhecimento e é fundamental para que possamos lidar com os obstáculos que surgirão neste século e para que o homem possa tomar o controle de seu próprio destino”, disse.

Iniciativas como o investimento da FAPESP no novo navio oceanográfico, que deverá iniciar suas atividades no início de 2012, fazem parte de um projeto de incremento da capacidade de pesquisa do Estado de São Paulo nessa área, segundo Lafer. “A aquisição do navio é uma oportunidade para aumentar o repertório do conhecimento na área da oceanografia”, afirmou.

De acordo com Jacques Marcovitch, presidente do conselho administrativo da Fundação Bunge, o tema da oceanografia tem forte impacto em uma das áreas nas quais o Brasil tem mais responsabilidades no contexto global: o meio ambiente.

“Em 2012, o Brasil terá a oportunidade, na Conferência Rio+20, de mostrar o que foi capaz de fazer nesses 20 anos na área ambiental. É importante que isso seja apresentado para todo o mundo, a fim de que a sociedade internacional veja o nosso país como um exemplo de defesa da natureza aliada ao bem-estar da sociedade”, destacou.

Premiado na categoria “Juventude” do Prêmio Bunge, César de Castro Martins, professor do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), apresentou uma conferência sobre seus estudos, ao longo dos últimos 11 anos, que utilizaram determinados compostos químicos como marcadores orgânicos a fim de realizar estudos oceanográficos e ambientais.

“Os marcadores orgânicos são substâncias associadas diretamente à queima de combustíveis fósseis, esgoto e diversas fontes de matéria orgânica. A complexidade de sua estrutura faz com que esses compostos fiquem no ambiente por longo tempo, com alta estabilidade química e resistência aos processos de degradação. Com isso, eles podem ser usados como marcadores para mudanças ambientais em escala de tempo geológica, o que nos permite entender alterações relacionadas às atividades humanas ou processos de origem natural ao longo de dezenas de milhares de anos”, explicou.

Martins apresentou os resultados de estudos nos quais marcadores orgânicos e geoquímicos foram utilizados para avaliar a intensidade das mudanças ambientais ocorridas ao longo do tempo nos estuários de Santos (SP) e Paranaguá (PR) e na península Antártica, possibilitando a avaliação de seu impacto.

“Por meio da medição de concentrações de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos [HPA], conseguimos reconstruir o histórico das atividades antrópicas ao longo de cem anos em Santos e em São Vicente”, disse.

Segundo ele, a partir de amostras de até três metros de sedimentos extraídas do leito dos estuários, foi possível identificar que houve uma baixa concentração de HPA até 1950 – provavelmente resultante de queima de biomassa vegetal para abertura de áreas agrícolas.

“O aumento da concentração de HPA coincidiu com o aumento da atividade industrial, em 1950. Há um ápice na época do milagre econômico, na década de 1970, e uma diminuição da concentração durante a época da crise mundial de petróleo, decorrente da diminuição da queima de combustíveis fósseis”, afirmou.

A partir da década de 1990, segundo Martins, houve uma queda das concentrações de HPAs, possivelmente relacionada a uma resposta a ações de monitoramento ecológico e preservação ambiental. Um trabalho semelhante está sendo realizado na área de Paranaguá.

“Com o uso de marcadores parecidos, fizemos um estudo semelhante para avaliar o descarte de esgoto na estação de pesquisa brasileira instalada na Antártica. Descobrimos que o período de concentração de HPA mais alta corresponde à época da implementação das estações científicas do Brasil e da Polônia”, disse.


Paradoxo do Ártico



O premiado na categoria “Vida e Obra” do Prêmio Bunge 2011 de Oceanografia foi Luiz Drude de Lacerda, professor do Laboratório de Biogeoquímica Costeira da Universidade Federal do Ceará (UFC) e membro do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Transferência de Materiais Continente-Oceano.

Lacerda apresentou a teoria conhecida como “Paradoxo do Ártico”, segundo a qual os rios da região do semiárido brasileiro passam por um processo semelhante ao observado nos rios da região Ártica – uma das mais afetadas pelas mudanças climáticas globais.

No Ártico, de acordo com Lacerda, um aumento generalizado da temperatura afeta o degelo, “prendendo” as massas de água dos rios por mais tempo nas zonas de estuários. Com isso, há um aumento da mobilização e incorporação biológica de poluentes, incluindo o mercúrio.

“A teoria foi construída a partir de dados que jamais imaginamos que poderiam nos levar a uma nova teoria. Logo no início de nossos trabalhos no Nordeste ficamos surpresos em relação aos níveis de mercúrio encontrados nos rios, que eram comparáveis a zonas do Sudeste onde a atividade antrópica é muito maior. Não havia explicação para essa quantidade de mercúrio”, afirmou.

Os cientistas, entretanto, perceberam que havia semelhanças inesperadas entre a hidrodinâmica dos rios nordestinos e dos rios árticos, onde também há altos níveis de mercúrio. No Ártico, o mar congelado bloqueia o fluxo de água doce no inverno e o libera no verão. No Nordeste, é a própria maré que invade as áreas de manguezais e bloqueia o baixo fluxo de água dos rios. Eles ficam barrados por até oito meses ao ano.

“O modelo conceitual mostra semelhanças muito grandes entre os dois contextos. Com o aumento do tempo de residência da massa de água na região do estuário, há uma mobilização maior de mercúrio biodisponível. Isso permite uma aceleração dos biogeoquímicos de transformação do mercúrio, em especial a metilação e a complexação orgânica”, afirmou.

Os estudos realizados no rio Jaguaribe, no Ceará, mostraram que há um aumento da exportação de mercúrio biodisponível nos períodos de seca, quando ocorre maior tempo de residência das águas no estuário.

“O fenômeno tem se intensificado com as mudanças climáticas globais. E sabemos desde o início dos estudos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) que há uma redução de chuvas no Nordeste de cerca de 5,6 milímetros ao ano, em média. A redução pode ser três vezes mais severa na estação seca. Além das mudanças climáticas, a diminuição da quantidade de água disponível – com a construção de número cada vez maior de barragens – intensifica ainda mais o processo. O fenômeno já está em curso e a previsão é que ele aumente”, destacou Lacerda.


__________________________

Brasil, 13 de setembro de 2011

Universidade Planetária do Futuro
Centro de Pesquisa e Ciências do Meio Ambiente


Departamento de Divulgação Científica
________________________________

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Carta do Cacique Mutua (dos Povos Xavantes) a todos os povos da Terra



A Universidade Planetária do Futuro, no seu Programa 'Mês do Meio Ambiente e da Ecologia', tem a satisfação de publicar importante carta do Cacique Mutua, do dia 08 de junho deste ano de 2011.

Nós dos Grupos ARTFORUM Brasil XXI desejamos contribuir com ampla divulgação de artigos, matérias, cartas, fotos, vídeos e filmes relacionados ao meio ambiente e à ecologia. E o espaço-Fórum Maior da UNIFUTURO é o nosso mais importante espaço virtual.


Carta do Cacique Mutua (dos Povos Xavantes) a todos os povos da Terra



O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora. Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado. Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo. Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.

Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio. O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.

Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.

Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes. Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.

Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue. Pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.

Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós. Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.

É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.

Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.

Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.

Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta. O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu. Com um grito agudo perguntou: Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu? Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens. O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia.

A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.

Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo. Quem arrancou a pele da nossa mãe? gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor. As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra. Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.

Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.

Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.

O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.

O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.

Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!

Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer. Rio Xingu! Vamos nos fortalecer!

Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer. Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver.



Cacique Mutua",

Xingu, Pará, Brasil, 08 de junho de 2011.






.........................................................................

Divulgação:
Universidade Planetária do Futuro - Ano II
Grupos ARTFORUM Brasil XXI - 11 anos
Colaboração Especial: Profa. Dra. Sônia Muniz Rezende



Departamento do Comunicação e Divulgação
Ana Felix Garjan e Grupo de colaboradores
http://universidadeplanetariadofuturo.webstarts.com/index.html

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Reservas ambientais, reservas do imaginário - Boletim Boitempo


Na Semana do Meio Ambiente e da Ecologia, a Universidade Planetária do Futuro, através do seu Centro de Ciências do Meio Ambiente e Ecologia Social, apresenta artigos especiais sobre temas relacionados com a biodiversidade, com as florestas, reservas ambientais e assuntos sobre o planeta.


Universidade Planetária do Futuro:
Portal do Conhecimento, Cultura Humanista-Planetária


Hoje temos a satisfação de divulgar o artigo da Dra Maria Rita Kehl, publicado no Boletim Boitempo, em 30 de maio de 2011, a seguir:


Reservas ambientais, reservas do imaginário - Boletim Boitempo


Por Maria Rita Kehl.

Caros,


O assunto do Código Florestal não sai de minha cabeça. Mando pro Blog da Boitempo um artigo que escrevi em 1989 e que me parece mais atual do que nunca.


***
- Doutor, eu gostaria que o senhor me explicasse prá que serve uma Onça-Pintada?

A pergunta foi dirigida a meu irmão, ardente defensor das causas ambientalistas, pelo barbeiro da cidadezinha do interior onde mora. O cara, exaltado, foi além:


- Uma Onça-Pintada não serve para nada, doutor. Só prá comer o gado de uns pobres sitiantes. Não entendo por que esse pessoal da cidade faz tanto barulho quando se mata uma Onça. Se uma Onça-Pintada não tem mesmo serventia nenhuma neste mundo, o que dizer de uma reserva ecológica inteira? São terras preciosas pro plantio, ou para empreendimentos turísticos, ou para a implantação de pólos industriais, são milhões de reais – ou de dólares – convertidosem quê? Emmato, doutor.

Mato e bicho do mato. Que serventia tem gastar tanto espaço e dinheiro preservando mato?


Nenhuma, eu diria. Colocadas as coisas nesses termos, os termos dos nossos tempos neoliberais, uma reserva ecológica não serve mesmo pra nada. Não dá lucro, não movimenta o mercado, não se compra nem se vende. Uma inutilidade. Mas tento pensar o contrário – o que seria de nós, num planeta que só refletisse a nossa cara, a cara do homem e de sua civilização?

Suponhamos que o problema dos recursos naturais, das chuvas, do clima, se resolvesse em laboratório e num futuro de ficção científica o homem não precisasse mais preservar nem mesmo a Amazônia – a ciência nos forneceria o necessário à vida, ainda que a terra inteira estivesse urbanizada, ou desertificada, tanto faz. Neste caso, a inutilidade da Onça-Pintada, dos Gorilas, do Boto, dos Golfinhos e todo o seu ecossistema estaria mais do que provada.


Danem-se os bichos e suas exigências tão antifuncionais, nós somos os reis da criação. Viveremos muito bem com galinhas de granja, verduras de estufa e gado sintético. Um mundo mais limpo. Mais asfaltado. O clima regulado por satélites. Não vai ser bom?


Mas, instintivamente, esta idéia nos provoca horror.


Não é racional, o horror. Talvez chegue mesmo o dia em que a humanidade não precise da natureza em estado bruto para sobreviver. No entanto, acho que não poderemos sobreviver sem ela. As reservas naturais, mesmo para quem nunca saiu de um apartamento na Avenida Paulista, são reservas do nosso imaginário.

Mesmo quem nunca pisou na Antártida ou na Amazônia sabe que habita um planeta onde vivem Araras e Pinguins, onde existem grandes florestas e grandes geleiras, onde nem tudo tem a cara da nossa civilização. Precisamos das reservas naturais como reservas de mistério, de desconhecido, reservas para nosso fascínio e nosso medo. Reservas de escuridão. Já pensaram que a escuridão total, completa, de uma noite sem lua e sem estrelas, é quase uma desconhecida para a maioria de nós? Reservas de silêncio, como no deserto. Reservas de cheiros estranhos, que nos remetem a um mundo sem humanidade, o mundo das nossas origens perdidas no tempo. Reservas de memória, da memória da espécie, impossível de se guardar no computador. Reservas para o inconsciente.

Reservas de humildade, onde devemos ser lembrados da insignificância de nossa condição no universo. Reservas de instintos, de pulsões, de fúria, de desamparo. Nós não seríamos humanos se não existissem as grandes reservas naturais.


***
Maria Rita Kehl é psicanalista, doutora em psicanálise pela PUC de São Paulo, poeta e ensaísta. É autora de vários livros, entre os quais se destacam Videologias – Ensaios sobre televisão (Boitempo, 2004), escrito em parceria com Eugênio Bucci, e O tempo e o cão (Boitempo, 2009), ganhador do Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Não-Ficção 2010. Colabora para o Blog da Boitempo mensalmente, sempre na primeira segunda-feira do mês.
.........................................................

Brasil, 09 de junho de 2011

Divulgação:
Universidade Planetária do Futuro - Ano II
Centro de Ciências do Meio Ambiente e Ecologia Social
Grupos ARTFORUM Brasil XXI - 11 anos



...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Imersão nas redes ecológicas, Por Fábio de Castro



Universidade Planetária do Futuro, através do seu Centro de Ciências do Meio Ambiente divulga artigo enviado pela Agência FAPESP




Imersão nas redes ecológicas, 16/3/2011

Por Fábio de Castro



Agência FAPESP – Este ano, estudantes brasileiros e estrangeiros envolvidos com o tema das redes ecológicas terão a oportunidade de passar nove dias reunidos com alguns dos principais especialistas do mundo na área.


A São Paulo School on Ecological Networks será realizada entre os dias 16 e 23 de setembro pela Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação (Abeco) e pelos programas de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade de São Paulo (USP). A cidade onde ocorrerá o evento será definida em breve. As inscrições poderão ser feitas até o dia 15 de abril.


Realizado no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), modalidade de apoio lançada pela FAPESP em 2009, o evento será organizado por Thomas Lewinsohn, presidente da Abeco e professor do Departamento de Biologia Animal da Unicamp, em conjunto com Paulo Guimarães Jr. e Paulo Inácio Prado, ambos do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências (IB) da USP.


Os participantes serão 40 estudantes de doutorado ou recém-doutores selecionados (20 brasileiros e 20 do exterior), que estarão reunidos com dez dos mais proeminentes cientistas da área de redes ecológicas, sendo metade estrangeiros e metade brasileiros.

“O curso tratará do universo das redes ecológicas em duas vertentes principais: a análise de redes de interações entre espécies e a análise espacial, envolvendo os diferentes ecossistemas que integram uma mesma paisagem. Os docentes convidados são jovens pesquisadores muito prestigiados, que se tornaram lideranças nessas áreas”, disse Lewinsohn à Agência FAPESP.

Devido às especificidades da ecologia, o evento terá um formato especial, misturando as características de um curso teórico intensivo e da imersão no trabalho de campo em biologia.

“Em ecologia, no Brasil e em todo o mundo, temos uma longa tradição de realização de cursos de campo, nos quais os participantes realizam pequenos projetos de pesquisa nos ecossistemas estudados. Nessa linha, planejamos um híbrido de escola puramente teórica e de vivência em campo”, disse.


A decisão de selecionar um grupo relativamente pequeno de docentes e estudantes teve o objetivo de intensificar a interação entre os participantes. “Os docentes poderão assim ter uma participação mais plena, discutindo ativamente e orientando os projetos de pesquisa do grupo”, explicou.


De acordo com Lewinsohn, a área de redes em ecologia é bastante recente. Embora seus fundamentos tenham sido estabelecido sobre uma grande quantidade de pesquisa consolidada anteriormente, a área teve um desenvolvimento realmente forte na última década. “Nesse contexto, o foco será dirigido a duas linhas de frente: as redes de interações e as redes espaciais”, disse.


A primeira vertente analisa diferentes níveis de interações biológicas, como aquelas que ocorrem entre planta e polinizador, entre planta e dispersor, ou entre parasita e hospedeiro, por exemplo.


“A ideia é abordar como se estruturam essas complexas redes de interações entre espécies. Trata-se de uma área que está ganhando cada vez mais força e que tem um vasto campo a explorar. Ao mesmo tempo, os métodos para se trabalhar na análise profunda dessas redes estão se diversificando, dentro de um contexto interdisciplinar que tem grande contribuição da matemática, da estatística e da física”, explicou o organizador.


Outra linha de frente do curso é a análise das redes espaciais, que corresponde à organização de diferentes tipos de ecossistemas dentro de uma mesma paisagem ou região.


“Essa vertente é especialmente importante em boa parte do Brasil, onde os ecossistemas originais estão cada vez mais fragmentados entre as matrizes agrícolas e, no caso de São Paulo, também entre as matrizes urbanas”, disse Lewinsohn.


Essa estrutura espacial extremamente complexa, se for encarada como um problema de redes, pode ser analisada com ferramentas semelhantes às que são utilizadas na análise de interações.

“Com isso, multiplicamos as possibilidades de entender como se dá a dinâmica ecológica nos fragmentos naturais, além de fazer previsões e estudar diferentes estratégias de manejo e conservação”, afirmou.


Redes de trabalho


Segundo Lewinsohn, os candidatos às 40 vagas para participação na escola deverão apresentar uma carta explicando sua trajetória, sua linha de pesquisa atual e justificar as razões de sua participação.


“A ideia é que sejam pós-graduandos ou recém-doutores plenamente ligados a alguma atividade de pesquisa, de preferência que envolvam as linhas de investigação tratadas no curso”, disse.

Para os organizadores, a expectativa é que a escola possa potencializar consideravelmente o trabalho dos participantes e que eles tenham estímulo para abrir novas linhas de investigação além daquelas nas quais já estão atuando.


“Esperamos que o curso gere muitas parcerias, a partir do contato muito estreito que todos terão nos intensivos trabalhos de campo. Queremos estabelecer redes de trabalho comuns sobre dados de cada um. Antes da escola, vamos estimular que todos tragam bases de dados que serão exploradas no curso em ‘clínicas de discussão’. Certamente, as interações extrapolarão a escola, gerando laços que no futuro permitirão intercâmbio científico entre esses pesquisadores”, afirmou o professor da Unicamp.


Os docentes brasileiros que darão aulas na escola serão Jean Paul Metzger, do Departamento de Ecologia do IB-USP, Mauro Galetti, do Laboratório de Biologia da Conservação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Lucas Faria, do Departamento de Biologia da Universidade Federal de Lavras (MG), Luciano Costa, do Departamento de Física e Informática do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP, e Marcus Aguiar, do Departamento de Física do Estado Sólido e Ciência dos Materiais do Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp.


Os professores estrangeiros serão Diego Vázquez, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Argentina), Jordi Bascompte, da Estação Biológica de Doñana, do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (Espanha), Marie Josée Fortin, do Departamento de Ecologia da Universidade de Toronto (Canadá), Stefano Allesina, do Departamento de Ecologia e Evolução da Universidade de Chicago (Estados Unidos), e Tim Keitt, da Universidade do Texas em Austin (Estados Unidos).


Mais informações sobre a escola: www.abecol.org.br/redesecologia


..........................................................

Brasil, 16 de março de 2011

Universidade Planetária do Futuro
Centro de Ciências Sociais
Centro de Ciências do Meio Ambiente

Universidade Planetária do Futuro - Ano II




Centros Acadêmicos da UPF:
Centro de Ciências Humanas
Centro de Ciências Sociais
Centro de Ciências do Meio Ambiente
Centro Brasileiro de Academias de Culturas, Ciências e Artes
Departamento de Comunicação e Divulgação da U.P.F

Diretoras:
Ana Felix Garjan, Fátima Félix Rosar, Maria Inês Hamann Peixoto,
Luciana Fortes Félix, Carla Elder, Dechen Ivy Francis Ashu, Edna Santana Mars

terça-feira, 15 de março de 2011

Tragédias naturais expõem perda da noção de limite, por Marco Aurélio Weissheimer



A Universidade Planetária do Futuro divulga importante artigo
veiculado no BOLETIM A CARTA MAIOR, em 12/03/2011



Tragédias naturais expõem perda da noção de limite



Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa, no século XVIII, que envolveu alguns dos principais pensadores da época. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas, construindo inclusive usinas nucleares nestas áreas. A idéia de limite se perdeu e a maioria das pessoas não parece muito preocupada com isso. O artigo é de Marco Aurélio Weissheimer.


Marco Aurélio Weissheimer



No dia 1° de novembro de 1755, Lisboa foi devastada por um terremoto seguido de um tsunami. A partir de estudos geológicos e arqueológicos, estima-se hoje que o sismo atingiu 9 graus na escala Richter e as ondas do tsunami chegaram a 20 metros de altura. De uma população de 275 mil habitantes, calcula-se que cerca de 20 mil morreram (há estimativas que falam em até 50 mil mortos). Além de atingir grande parte do litoral do Algarve, o terremoto e o tsunami também atingiram o norte da África. Apesar da precariedade dos meios de comunicação de então, a tragédia teve um grande impacto na Europa e foi objeto de reflexão por pensadores como Kant, Rousseau, Goethe e Voltaire. A sociedade europeia vivia então o florescimento do Iluminismo, da Revolução Industrial e do Capitalismo. Havia uma atmosfera de grande confiança nas possibilidades da razão e do progresso científico.

No Poème sur le desastre de Lisbonne, (“Poema sobr e o desastre de Lisboa”), Voltaire satiriza a ideia de Leibniz, segundo a qual este seria “o melhor dos mundos possíveis”. “O terremoto de Lisboa foi suficiente para Voltaire refutar a teodiceia de Leibniz”, ironizou Theodor Adorno. “Filósofos iludidos que gritam, ‘Tudo está bem’, apressados, contemplam estas ruínas tremendas” – escreveu Voltaire, acrescentando: “Que crimes cometeram estas crianças, esmagadas e ensanguentadas no colo de suas mães?”

Rousseau não gostou da leitura de Voltaire e responsabilizou a ação do homem que estaria “corrompendo a harmonia da criação”. "Há que convir... que a natureza não reuniu em Lisboa 20.000 casas de seis ou sete andares, e que se os habitantes dessa grande cidade se tivessem dispersado mais uniformemente e construído de modo mais ligeiro, os estragos teriam sido muito menores, talvez nulos", escreveu.

Já Kant procurou entender o fenômeno e suas causas no domínio da o rdem natural. O terremoto de Lisboa, entre outras coisas, acabará inspirando seus estudos sobre a ideia do sublime. Para Kant, “o Homem ao tentar compreender a enormidade das grandes catástrofes, confronta-se com a Natureza numa escala de dimensão e força transumanas que embora tome mais evidente a sua fragilidade física, fortifica a consciência da superioridade do seu espírito face à Natureza, mesmo quando esta o ameaça”.

A tragédia que se abateu sobre Lisboa, portanto, para além das perdas humanas, materiais e econômicas, impactou a imaginação do seu tempo e inspirou reflexões sobre a relação do homem com a natureza e sobre o estado do mundo na época. Uma época, cabe lembrar, onde os meios de comunicação resumiam-se basicamente a algumas poucas, e caras, publicações impressas, e à transmissão oral de informações, versões e opiniões sobre os acontecimentos. Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa.

A espetacularização das tragédias e a perda da noção de limite

Em maio de 2010, em uma entrevista à revista Adverso (da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o geólogo Rualdo Menegat, professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituo de Geociências da UFRGS, criticou o modo como a mídia cobre, de modo geral, esse tipo de fenômeno.


“Ela espetaculariza essas tragédias de uma maneira que não ajuda as pessoas entenderem que há uma manifestação das forças naturais aí e que nós precisamos saber nos precaver. A maneir a como a grande imprensa trata estes acontecimentos (como vulcões, terremotos e enchentes), ao invés de provocar uma reflexão sobre o nosso lugar na natureza, traz apenas as imagens de algo que veio interromper o que não poderia ser interrompido, a saber, a nossa rotina urbana. Essa percepção de que nosso dia a dia não pode ser interrompido pelas manifestação das forças naturais está ligada à ideia de que somos sobrenaturais, de que estamos para além da natureza”.

Para Menegat, uma das principais lacunas nestas coberturas é a ausência de uma reflexão sobre a ideia de limite. É bem conhecida a imagem medieval de uma Terra plana, cujos mares acabariam em um abismo. Como ficou provado mais tarde, a imagem estava errada, mas ela trazia uma noção de limite que acabou se perdendo. “Embora a imagem estivesse errada na sua forma, ela estava correta no seu conteúdo. Nós temos limites evidentes de ocupação no planeta Terra. Não p odemos o cupar o fundo dos mares, não podemos ocupar arcos vulcânicos, não podemos ocupar de forma intensiva bordas de placas tectônicas ativas, como o Japão, o Chile, a borda andina, a borda do oeste americano, como Anatólia, na Turquia”, observa o geólogo.


Não podemos, mas ocupamos, de maneira cada vez mais destemida. O que está acontecendo agora com as usinas nucleares japonesas atingidas pelo grande terremoto do dia 11 de março é mais um alarmante indicativo do tipo de tragédia que pode atingir o mundo globalmente. O que esses eventos nos mostram, enfatiza Menegat, é a progressiva cegueira da civilização humana contemporânea em relação à natureza. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas. “Estamos ocupando locais que, há 50 anos atrás, não ocupávamos. Como as nossas cidades estão ficando giga ntes e ceg as, elas não enxergam o tamanho do precipício, a proporção do perigo desses locais que elas ocupam”, diz ainda o geólogo, que resume assim a natureza do problema:


"Estamos falando de 6 bilhões e 700 milhões de habitantes, dos quais mais da metade, cerca de 3,7 bilhões, vive em cidades. Isso aumenta a percepção da tragédia como algo assustador. Como as nossas cidades estão ficando muito gigantes e as pessoas estão cegas, elas não se dão conta do tamanho do precipício e do tamanho do perigo desses locais onde estão instaladas. Isso faz também com que tenhamos uma visão dessas catástrofes como algo surpreendente".


A fúria da lógica contra a irracionalidade


Como disse Rousseau, no século XVIII, não foi a natureza que reuniu, em Lisboa, 20.000 casas de seis ou sete andares. Diante de tragédias como a que vemos agora no Japão, não faltam aqueles que falam em “fúria da natureza� � ou, pior, “vingança da natureza”. Se há alguma vingança se manifestando neste tipo de evento catastrófico, é a da lógica contra a irracionalidade. Como diz Menegat, a Terra e a natureza não são prioridades para a sociedade contemporânea. Propagandas de bancos, operadoras de cartões de crédito e empresas telefônicas fazem a apologia do mundo sem limites e sem fronteiras, do consumidor que pode tudo.

As reflexões de Kant sobre o terremoto de Lisboa não são, é claro, o carro-chefe de sua obra. A maior contribuição do filósofo alemão ao pensamento humano foi impor uma espécie de regra de finitude ao conhecimento humano: somos seres corporais, cuja possibilidade de conhecimento se dá em limites espaço-temporais. Esses limites estabelecidos por Kant na Crítica da Razão Pura não diminuem em nada a razão humana. Pelo contrário, a engrandecem ao livrá-la de tentações megalomaníacas que sonham em levar o pensamento humano a a lturas irrespi ráveis. Assim como a razão, o mundo tem limites. Pensar o contrário e conceber um mundo ilimitado, onde podemos tudo, é alimentar uma espécie de metafísica da destruição que parece estar bem assentada no planeta. Feliz ou infelizmente, a natureza está aí sempre pronta a nos despertar deste sono dogmático.

Foto: Huffington Post

...................................................

Brasil, 15 de março de 2011

Universidade Planetária do Futuro
Centro de Ciências do Meio Ambiente
Diretor: Prof. Dr. Herbe Xavier




Universidade Planetária do Futuro - Ano II
http://projetoartforumuniversidade.blogspot.com/


Centros Acadêmicos da UPF:
Centro de Ciências Humanas
Centro de Ciências Sociais
Centro de Ciências do Meio Ambiente
Centro Brasileiro de Academias de Culturas, Ciências e Artes
Departamento de Comunicação e Divulgação da U.P.F
Diretoras:
Ana Felix Garjan, Fátima Félix Rosar, Maria Inês Hamann Peixoto,
Luciana Fortes Félix, Carla Elder, Dechen Ivy Francis Ashu, Edna Santana Mars

Núcleo ARTFORUM Brasil / UPF - São Paulo

Diretora cultural: Ana Felix Garjan
Coordenadoras de eventos e exposições de arte
Sonia Maria Batista, Adalzija Marta Machado Cuan
Anelise Sabino, Leila Mauro

Representação dos Grupos ARTFORUM Brasil XXI
Núcleos Culturais e Acadêmicos da Universidade Planetária:

São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará, Maranhão,
Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul
Parceria Cultural em São Paulo
ABLA - Academia Boituvense de Letras e Artes

sexta-feira, 11 de março de 2011

Padrões de desenvolvimento e meio ambiente, por Marcio Pochmann

A Universidade Planetária do Futuro através do seu Centro de Ciências do Meio Ambiente divulga importante artigo.
No presente pensamos futuro em prol de um mundo melhor, em defesa do planeta. Somos a mais nova "Estação Cultural Planetária".


Padrões de desenvolvimento e meio ambiente

Por Marcio Pochmann*, para a Revista Fórum



O tema da sustentabilidade ambiental ganha maior dimensão e profundidade quando relacionado ao padrão de desenvolvimento, especialmente no momento presente de transição da sociedade urbano-industrial. Antes disso, em plena sociedade agrária, seja pela dimensão da população global abaixo de um bilhão de pessoas, seja pelo padrão de desenvolvimento, o meio ambiente não acusava impactos climáticos significativos frente à baixa concentração de dióxido de carbono na atmosfera e à estabilidade na temperatura global.


No sistema de produção e consumo generalizado globalmente pelo modelo estadunidense, especialmente a partir da Segunda Guerra Mundial, a oferta de energia não-renovável cresceu rapidamente, com forte impacto na elevação da temperatura do planeta. Assim, mediante a forte elevação da renda per capita a partir da passagem para a sociedade urbano-industrial, aumentou a intensidade da emissão de carbono na atmosfera, cuja concentraçã o cresce de 275 ppm antes do ciclo de industrialização para cerca de 400 ppm atualmente. No caso da concentração de gás metano, que girava em torno de 720 a 780 ppb entre os anos 1000 e 1800, passou para 1.750 ppb no ano 2000. A consequência direta foi o movimento de aquecimento global.


Atualmente, a transição para a sociedade pós-industrial em curso, sobretudo nos países desenvolvidos, permite avançar significativamente as economias com produção intensiva em baixo carbono. Assim, as nações ricas passam a assumir a condição de economias de consumo de mercadorias intensivas em alto carbono, geralmente importadas dos países não desenvolvidos. Nesse sentido, está em marcha uma divisão internacional entre economias de alto e de baixo carbono, sendo que os países não desenvolvidos, cada vez que se industrializam, tornam-se economias intensivas na produção de mercadorias de alto carbono. A diferença ainda é elevada, porém, se reduz rapidament e. Nos Estados Unidos, por exemplo, as emissões de dióxido de carbono per capita aumentaram 11% entre 1990 e 2005, pois passaram de 19,1 para 21,2 toneladas por habitante. Em países como China, Índia e Brasil, o crescimento acumulado no mesmo período de tempo para emissão de dióxido de carbono por habitante foi de 87,7% (de 2,1 para 3,9 tn), 88,9% (de 0,9 para 1,9 tn) e 5,6% (de 1,8 para 1,9 tn), respectivamente.


A expansão econômica na sociedade urbano-industrial pressupõe a inexorável ampliação do consumo de energia, pois do contrário pode haver estagnação econômica combinada com a regressão social. Assim, nota-se que o padrão de desenvolvimento capitalista tem implicado elevação mais intensa da renda per capita que os países não desenvolvidos. Até o presente momento, em geral, o aumento da renda individual traz consigo a maior expansão do consumo de energia por pessoa. Ademais, constata-se também que a composição da energia no mundo encontra-se fortemente associada ao carvão (41%) e ao gás (20%). Carvão, gás e petróleo respondem conjuntamente por quase 70% da oferta mundial de energia.


Nos países da OCDE, a matriz energética encontra-se em quase 2/3 dependente do carvão, gás e petróleo. A diferença em relação ao mundo como um todo é a maior oferta de energia nuclear. A experiência brasileira recente chama atenção por se diferenciar de outros países não desenvolvidos que elevam a produção de mercadorias com mais intensificação das emissões de dióxido de carbono. A maior expansão econômica recente do Brasil não vem acompanhada da degradação ambiental, sobretudo do desflorestamento e de emissões de dióxido de carbono. De um lado, há avanços em termos da matriz energética limpa, com forte presença de fontes renováveis e redução do desmatamento e elevação das reservas ambientais. De outro, a substituição da energia não-renovável por renováveis em setor es econômicos fortemente emissores de dióxido de carbono, como o de transporte e indústria. A maior parte da oferta energética é constituída por fontes renováveis, principalmente decorrentes do uso da água, que respondem por 77% da oferta de energia do país. Enquanto no mundo as fontes renováveis de energia respondem por somente 13% da oferta energética, no Brasil ela se aproxima dos 50%.


Para além de possuir uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o Brasil vem substituindo fontes agressivas ao meio ambiente por outras renováveis. Em 2005, o carvão vegetal e a lenha responderam por menos de 12% da oferta energética do País, enquanto em 1970 representavam quase 50% da oferta de energia nacional. Na sequência da redução da lenha e carvão na matriz energética nacional houve elevação da oferta de energia elétrica, bagaço da cana-de-açúcar e do álcool etílico. Mesmo assim, cresceu a importância relativa do uso do carvão minera l, gás natural e derivados de petróleo. Em grande medida, o aumento no uso dos derivados do petróleo encontra-se relacionado à opção do transporte rodoviário em oposição às ferrovias e ao uso fluvial. Entre 1970 e 2005, por exemplo, cerca de 55% do consumo final de derivados de petróleo deveu-se ao transporte, pois a indústria reduziu a sua participação relativa de 24,1% para 13,8%, sem ampliação por parte das residências (de 7,2% para 6,8%).


Nos dias de hoje, o consumo nacional de elementos tóxicos à camada de ozônio representa não mais que 5% do verificado durante a década de 1990. Até há bem pouco tempo, o comportamento econômico brasileiro era acompanhado pelo movimento de desmatamento no bioma amazônico. De tal forma que a expansão da produtividade implicava o aumento do desmatamento na Amazônia Legal e vice-versa. Desde 2004, contudo, a expansão econômica brasileira tem sido seguida pela redução do desmatamento no bioma amazônico.


* Marcio Pochmann é presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e colunista da Revista Fórum. Este artigo foi publicado originalmente na edição 88 da Revista Fórum.


(Envolverde/Carbono Brasil)

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

Desenvolvido por AW4 Tecnologia

..................................................................

Brasil, 11 de março de 2011

Universidade Planetária do Futuro - Ano I
Presidente executiva, Ana Maria G. Felix Garjan
Presidente Interina, Zélle Tupinambá Bittencourt
Vice presidente, Arthur Jaak Wilfrid Bosmans
*
Centro de Ciências Humanas
Centro de Ciências Sociais
Centro de Ciências do Meio Ambiente
Centro Brasileiro de Academias de Culturas, Ciências e Artes

Grupos ARTFORUM Brasil XXI - 11 anos
Espaço Cidade Artes do Mundo

Universidade Planetária do Futuro

Departamento de Comunicação e Divulgação da U.P.F
Diretoras:
Ana Felix Garjan, Fátima Félix Rosar, Luciana Fortes Félix
Carla Elder, Dechen Ivy Francis Ashu, Edna Santana Mars.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

'Lixo Extraordinário' - "filme brasileiro indicado ao Oscar: lixo que vira arte, por Ana Felix Garjan


Lixo que vira arte e transformação social é um dos indicados ao Oscar.
Por Ana Felix Garjan, 12/02/2011.

“ A fotografia pode gravar a eternidade num instante.”
Henri Cartier-Bresson


A Universidade Planetária do Futuro, os Grupos ARTFORUM Brasil XXI e a Cia Artforum Internacional de Artes, têm grande satisfação em divulgar o trailer oficial do filme "Lixo Extraordinário", um dos indicados para o Oscar que estará sendo realizado hoje, dia 27 de fevereiro de 2011, início da segunda década XXI.

Aplausos aos catadores de lixo do aterro sanitário do Jardim Gramacho, às histórias de suas vidas, aos idealizadores e produtores do documentário que mostra a realidade do maior aterro sanitário do mundo. O filme dá exemplos do trabalho do homem e de sua arte, da transformação da arte em superação e transformação social, a partir do trabalho coletivo. Que esse filme sobre reciclagem de lixo e sobre o meio-ambiente seja exemplo de arte transformadora em defesa do nosso planeta!

Estamos torcendo para que o filme brasileiro "Lixo Extraordinário" seja um dos premiados, no Oscar 2011. Vamos torcer pela energia da arte, do cinema e da cultura brasileira, através de um filme que nos mostra a arte da transformação. E a arte deve contribuir com mudanças e novas atitudes coletivas!

Lamentamos, porém, que esses lixões brasileiros sejam também exemplo do descaso das instituições e da sociedade que ainda não se deram conta do quanto é prejudicial à saúde o acúmulo do lixo urbano que trás muitas doenças às pessoas, e onde estão resíduos e lixo hospitalar. E são muitas as causas geradas pela própria sociedade, que precisa rever os conceitos relacionados à ecologia social e ao meio ambiente.


Divulgação Cena de 'Lixo Extraordinário'


"Ele é o fio condutor do documentário, dirigido pela inglesa Lucy Walker e codirigido pelos brasileiros João Jardim e Karen Harley. Tião é um dos recicladores de lixo que participam de um trabalho do artista plástico Vik Muniz, uma sequência de fotos que utilizam material recolhido do aterro sanitário do Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro".

"É curioso como o filme é visto de forma diferente dentro e fora do Brasil", comentou João Jardim, que chegou nesta sexta-feira a Los Angeles. "Enquanto no nosso País as pessoas sentem pena de quem trabalha em um lixão, os estrangeiros se surpreendem que pessoas como o Tião conseguem manter a felicidade mesmo trabalhando com lixo."

O documentário 'Lixo Extraordinário' já esteve na Berlinale, em 2010.

Obra feita de lixo reciclado, pelo artista plástico Vik Muniz

  Obra de arte, lixo reciclado, pelo artista plástico Vik Muniz

O filme "Lixo Extraordinário" foi dirigido por Lucy Walker, Karen Harley e João Jardim, e teve sua filmagem ao longo de quase dois anos. O documentário registra a visita do artista plástico Vik Muniz a um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro.

Vik Muniz realizou muitas fotografias de um grupo de catadores de materiais recicláveis, e teve como objetivo inicial pintar as pessoas catadores com o lixo. Diante do trabalho que foi desenvolvido com estes personagens ele constatou a beleza do ser humano, sua dignidade e o desespero das pessoas quando são sugestionados a imaginar suas vidas fora daquele ambiente. O filme estreiou no dia 21 de janeiro de 2011.

Tião, presidente da Associação dos Recicladores de lixo , um persomagem muito importante que representará na festa do Oscar uma grande comunidade de recicladores e catadores de lixo, e todos estarão no Jardim  que estará torcendo pelo 'Lixo Extraordinário'. Ele está em Los Angeles para acompanhar entrega do Oscar, ao lado de Vik Muniz, para receber a estatueta do Oscar!

Sobre o Oscar 2011

Hoje, dia 27 de fevereiro de 2011- século XXI, domingo, acontecerá a partir das 22:00 h (horário de Brasília), a realização da festa da 83ª edição do Oscar, que será realizada no Kodak Theatre, em Los Angeles, nos Estados Unidos.
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas foi criada em 1927 e que a ideia veio do então presidente da MGM. Em 1929 foi realizada a primeira apresentação dos prêmios, no Hotel Roosevelt, em Hollywood. Naquela ocasião, 250 pessoas pagaram o equivalente a US$ 10 para participar do banquete e assistir à premiação.

A 83ª edição da maior festa do cinema mundial tem início no Kodak Theatre, em Los Angeles, com a entrada dos apresentadores James Franco e Anne Hathaway.

A Academia de Hollywwood e o canal ABC querem atingir telespectadores de mais de 200 países, para que o sucesso de 2010 se repita, quando mais de 41 milhões de norte-americanos assistiram ao Oscar. A cerimônia em 2010 foi apresentada pelos veteranos Alec Baldwin e Steve Martin, e a festa contou com a presença de vários novos atores introduzir os ganhadores, entre eles os astros do filme "Crepúsculo".

Os organizadores resolveram inovar e escalaram dois jovens atores para comandar a festa: James Franco, 32, também indicado a melhor ator por "127 Horas", e Anne Hathaway, 28, a mais jovem apresentadora da história do Oscar.

Nas festas do Oscar, temos visto que durante as apresentações acontecem piadas, comentários sobre os atores, danças, shows. Sempre há surpresas na festa do Oscar! A dupla de apresentadores de hoje são novos atores que estarão com a responsabilidade de deixar o grande público de famosos em momentos de descontração e muitos risos, pois a festa do Oscar é também de muita expectativa e emoções, na festa das premiações das diversas categorias.

Conforme notícias, a cerimônia do Oscar 2011 prevê homenagens ao passado, como acontece a cada ano, através de filmes, atores antigos, aos falecidos, e a momentos clássicos do cinema hollywoodiano. Quantas estatuetas do Oscar serão entregues este ano? Vamos conferir na noite de hoje!

Que a sétima arte seja vencedora através das histórias de vida de pessoas e grupos humanos!

Viva a arte da vida e a vida dos artistas!

........................................

Filme 'Lixo Extraordinário' - TRAILER OFICIAL



*Neste texto há dados e fotos pesquisados na internet.


Brasil, 27 de fevereiro de 2011

Universidade Planetária do Futuro
Grupos ARFORUM Brasil XXI

Texto e Divulgação: Ana Felix Garjan
anafelixgarjan@gmail.com
Grupos ARTFORUM Brasil XXI - 11 anos


Arte e Cultura são pólos de desenvolvimento

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Brasil nos vemos no domingo? Mensagem da Avaaz.org

A  Universidade Planetária do Futuro divulga

Brasil nos vemos no domingo?

enviado por bounces.avaaz.org

assinado por avaaz.org



Caros amigos,



Neste domingo, 10/10/10, nós iremos quebrar um record mundial: cidadãos de 187 nações irão organizar mais de 6300 "festas de trabalho pelo clima" desde Brasil até o Palau. A mensagem: pessoas ao redor do mundo estão agindo pelo clima -- e chegou a hora dos governantes se juntarem a nós.


Vamos mostrar que o movimento climático global está em todos lugares, energizado e gigante -- clique para encontrar um evento:
Participe Agora!

Neste domingo, em mais de 6.300 eventos em 187 países, cidadãos ao redor do mundo irão desmascarar um boato perigoso: que o movimento climático global desapareceu.


Vamos mostrar aos líderes mundiais e à imprensa que nós estamos mais diversificadas, maiores e mais criativos do que nunca - e que nós simplesmente não vamos desistir até que o nosso planeta, e todos os que vivem nele, estejam a salvo.


No domingo, 10 de outubro - que é 10/10/10, uma data para se lembrar – nós vamos nos reunir em "festas de trabalho" para o clima ao redor do mundo, demonstrando a nossa determinação e soando um apelo aos nossos governantes: "Nós estamos colocando a mão na massa ... e você? "


Quanto mais pessoas participarem, mais direta será a nossa mensagem de determinação para derrotar as mudanças climáticas. Estas festas não serão somente incrivelmente úteis, como divertidas também. Clique abaixo para encontrar um evento perto de você e confirmar a presença (ou inscrever o seu próprio evento) - é hora de arregaçar as mangas e agir:
http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl


O momento é crítico: nas próximas semanas e meses, nossos governantes irão tomar decisões importantes sobre o esforço para conseguir um novo tratado climático global. O ano todo eles ficaram se lamentando sobre a Conferência de Copenhague que aconteceu em dezembro, onde países não conseguiram chegar a um acordo vinculante – e nem mesmo a um compromisso de elaborar um. Se os políticos pensarem que as mobilizações populares por ações climáticas acabaram, eles irão ceder ao lobby do combustível fóssil - e simplesmente desistir de chegar a um acordo real.

Mas mesmo com os governos se esquivando, a crise climática está acelerando. 2010 é o ano mais quente já registrado. Desastres naturais ligados ao clima, como as inundações no Paquistão, custaram milhares de vidas. E os cientistas dizem que a situação está piorando. Nosso movimento tem que estar à frente da crise climática e precisamos puxar os políticos conosco.

Ao demonstrar a nossa determinação, a Festa de Trabalho Global irá lançar um desafio aos nossos governantes. Eventos locais incluem o plantio de árvores no interior da Tanzânia, a instalação de painéis solares na China, e um passeio de bicicleta internacional da Jordânia para Israel - junto com eventos muito mais simples organizados por pequenos grupos de amigos. Onde quer que estejamos e qualquer que seja a nossa ação, nós estamos passando uma mensagem: nós estamos gerando soluções para as mudanças climáticas em nossas proprias comunidades, os nossos governantes não têm desculpa para não começar a trabalhar a nível nacional e mundial.

Quanto mais pessoas participarem, mais poderosa será a nossa mensagem. 10/10/10 é daqui a poucos dias, e é fácil participar - clique para se inscrever:
http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl


Embora haja pouco tempo para enfrentar as mudanças climáticas, o movimento climático em si, é relativamente jovem. A abolição do comércio transatlântico de escravos e o fim do Apartheid levou décadas. Porém, as mudanças climáticas, por causa de sua ameaça a todos em todos os lugares, tem um poder especial de unir as pessoas além das fronteiras.

No ano passado, uma onda extraordinária de atividade, com sucessivos dias de ação global (21 de setembro, 24 de outubro e 12 de dezembro) levaram os Chefes de Estado do mundo todo a estarem presentes na Conferência de Copenhague. Foi de tirar o fôlego, mas não foi o suficiente. Este fim de semana, vamos renovar nosso compromisso de lutar pelas seis bilhões de vidas - e mostrar que não estamos indo a lugar algum, enquanto nós temos um planeta para salvar.



Com esperança e determinação,


Ben, Iain, Ben M, Maria Paz, Ricken, David, Graziela e toda a equipe Avaaz


PS: Estes eventos estão sendo organizados por uma vasta gama de grupos e indivíduos, com o apoio dos amigos da Avaaz, a 350.org - utilizando ferramentas da web que facilitam a localização de um evento ou o cadastro de um novo evento. Inscreva-se para um evento com estas ferramentas, e a 350 irá enviar algumas mensagens úteis nas vesperas do dia de ação. Aqui está o link novamente:
http://www.avaaz.org/po/global_work_party/?vl


A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 5,6 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.


Para entrar em contato com a Avaaz não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact
 
........................................................
 
Brasil, 8 de outubro de 2010
 
Grupos Artforum Brasil XXI - 11 Anos
Universidade Planetária do Futuro - Ano I
Centro de Ciências do Meio Ambiente
 
Departamento de Comunicação Social

Abertura do espaço da Universidade do Futuro. Brasil, 28/12/2009

Na política do mundo globalizado está dada a largada para uma nova cadeia de intenções, atitudes e hábitos, diante das questões graves apresentadas pelos diversos cientistas e governantes dos 192 países que estiveram no encontro da cúpula da COP15, em dezembro de 2009. A nova estratégia de superação da crise do planeta e do mundo está sendo chamada de Nova Revolução Verde, pois o mundo já consome mais do que a natureza produz. Caberá aos homens e mulheres dos países, culturas e etnias descobrirem novas formas e hábitos que contribuam com a sustentabilidade que se faz necessária e urgente. O ano de 2010 será o Ano Internacional da Biodiversidade, e será muito importante para fechar a Primeira Década do Século XXI. A partir da Segunda Década o mundo iniciará, de forma mais veloz, o seu encontro com o Ano de 2050, onde estarão as novas fórmulas científicas que poderão garantir o futuro da humanidade do Planeta Terra. Ele é um orbe que tem seus sistemas independentes dos sistemas do homem, mas o mundo precisa refletir sobre suas atitudes em relação à natureza, aos animais, às águas, aos sistemas vivos, e às grandes causas da nossa humanidade. Brasil, 28 de dezembro de 2009. Ana Felix Garjan - Idealizadora do projeto Universidade Planetária do Futuro e membro da comissão dos fundadores da sociedade cultural, sem fins lucrativos: Grupos ARTFORUM Brasil XXI, que organizou o Plano Nossa Década 2001 - 2010 e o Programa Universidade Aberta "Telhados do Mundo" .
Nossos sites principais: : http://www.artforumunifuturobrasil.org/ - http://www.cidadeartesdomundo.com.br/ - http://www.cidadeartesdomundo.com.br/MV.html Cultura Humanista-Planetária por um mundo melhor.

Primeiro Documento Oficial da Universidade Planetária do Futuro

Aos vinte e três dias do mês de março do ano de 2010 - o último da Primeira Década do Século XXI foi realizado um Fórum – Conferência dos fundadores, diretores e consultores dos Grupos Artforum Brasil XXI e da Universidade Planetária do Futuro, após reuniões, roteiros metodológicos e projetos especiais registraram a organização da estrutura da Universidade Planetária do Futuro, considerando a primeira reunião realizada em dezembro de 2009. Foram aprovados artigos do documento filosófico da UNIFUTURO, para fins de sua institucionalização, em nome da História, da Filosofia, da Ciência e da Cultura Humanista-Planetária. ***ARTIGOS APROVADOS ***Artigo I - Que a ética humana, as filosofias, ciências, culturas, literaturas, linguagens e as tecnologias de todas as áreas e setores do mundo se voltem para a construção de novos projetos que contribuam para a construção de um novo mundo justo, pacífico e humanizado, nas próximas décadas, séculos e milênios. *** Artigo II - Que possamos contribuir com a justiça e a paz mundial, a partir de efetivas mudanças e da transformação da sociedade mundial e seus sistemas. Que sejam vivos e reais os Direitos e Deveres da Humanidade para com a Pessoa Humana, a Natureza, os Animais e o Planeta. Desejamos que sejam concretas as atitudes humanas e a solidariedade em prol de um mundo mais humanizado. ** Artigo III - Que os direitos humanos sejam respeitados em todos os países e territórios do mundo político e social. Que as Filosofias, Ciências, Culturas e Artes sejam conexões de justiça para os povos e cidades abandonadas do mundo. Que haja Justiça e Paz para as mulheres e seus filhos mortos/desaparecidos no Brasil e em todos os países. ***Artigo IV - Que todas as ciências, tecnologias, artes, linguagens estéticas, literatura e atitudes humanas contribuam para as mudanças que se fazem necessárias e urgentes, para a transformação da sociedade mundial. ***** Artigo V - Que as pessoas, grupos, comunidades, associações, organizações e instituições e governos cumpram com seus deveres e com seu papel transformador, no âmbito da sociedade onde estão inseridas. Que todo saber e conhecimento contribuam para o novo tempo do mundo, nesse início da segunda década do século XXI. ** Conclusão em síntese: Somos todos sementes da arte da humanidade da Terra, através da cultura, das ciências humanas, das ciências sociais e das tecnologias humanizadas, neste ano de 2010, e em nosso país, o Brasil que registra seus 510 anos de história, educação, cultura e literatura. *Somos semeadores do futuro e passageiros do amanhã. Que haja transformação das sociedades, em prol da Justiça e Paz da humanidade.*** Brasil, 23 de março de 2010 - Século XXI-Terceiro Milênio. Assinam este documento os Fundadores, Diretores, Coordenadores e Consultores da Universidade Planetária do Futuro. Brasil, 23 de março de 2010 - Último ano da 1ª Década do Século XXI.

Homenagens da Universidade Planetária do Futuro, em 2010

Nosso Tributo à África - seu povo e cultura; às Américas; aos cinco continentes, aos mares, oceanos, terras, povos do mundo, à diversidade cultural de hoje e do futuro. Homenagem ao Brasil - Cinco séculos de história, cultura e instituições oficiais. Homenagem aos representantes das etnias que formaram o povo brasileiro, e ao seu futuro. Homenagem aos grandes nomes da História, da Educação, da Cultura e Ciências, e das áreas do conhecimento científico desenvolvidos ao longo dos três milênios, nos séculos e décadas do mundo. Homenagem aos que lutaram e lutam pela Justiça e Paz Mundial em prol de um Mundo Melhor. Homenagem e reconhecimento às pessoas, grupos e organizações que trabalham pela Educação e Cultura Humanista - Planetária, em prol da nossa humanidade, da natureza e do planeta. Brasil, janeiro de 2010. Conselho Universitário, Diretores, Coordenadores e Consultores da Universidade Planetária do Futuro.

Universidade Planetária: Filosofias, Culturas e Ciências 2011.

*UNIVERSIDADE PLANETÁRIA DO FUTURO - Aos 25 dias de setembro de 2011 foi celebrado e divulgada e estrutura administrativa da Universidade Planetária do Futuro, para que ela possa atingir seus objetivos e missões. A presidência será formada por membros do Conselho Diretor , Coordenadores e Colaboradores. *Estrutura da Universidade Planetária do Futuro - UNIFUTURO: *Centro de Ciências Sociais *Centro de Pesquisa e Ciências do Meio Ambiente. *Departamento de Arte Educação. *Departamento de Comunicação, Divulgação Científica e Cultural. *Departamento de Projetos Especiais. *A Representação e divulgação da Unifuturo será desenvolvida através de sites, blogs e páginas em redes sociais *** Brasil, 25 de setembro de 2011. Bem-Vindos! Welcome! Bienvenidos!

Somos passageiros do futuro e trabalhamos pelo Mundo Melhor.

O "Manifesto Verde pela Paz da Humanidade e do Planeta", dos Grupos ArtForum Brasil XXI foi escrito em 2001, como resultado de fóruns e diálogos dos Grupos Artforum Renasissance vie Universelle, Artforum Mundi Planet, com grupos universitários e organizações de cultura e meio ambiente. Os fóruns foram coordenados por Ana Felix Garjan, que elaborou o texto - mantra do Manifesto Verde Pela Paz da Humanidade e do Planeta, em 2001. O manifesto inspirou a "Carta Magna" da Universidade Planetária do Futuro - 2ª Década do século XXI. *****Manifesto Verde pela Paz da Humanidade e do Planeta: http://www.cidadeartesdomundo.com.br/MV.html

Grupos Artforum Brasil XXI

Grupos Artforum Brasil XXI
Logo UNIFUTURO-Brasil XXI

Arquivo do blog