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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Ferreira Gullar: poeta, escritor, um sábio, por Ana Felix Garjan


O Fórum cultural e acadêmico da Universidade Planetária do Futuro presta homenagem ao importante poeta brasileiro Ferreira Gullar, no dia 05 de dezembro de 2016, quando sua voz parou.



Mais um poeta maranhense e brasileiro encerra sua missão terrena, porém sua obra permanece na história da cultura do país.

O mundo fica mais fragilizado, quando desaparecem historiadores, escritores, poetas, professores, pintores, músicos, cantores, atrizes, atores, e todos aqueles que engrandeceram e engrandecem a cultura, a educação, a arte, a poesia, a literatura e a ciência humanista.


Eu sou feliz. Quero morrer assim, bem, com paz, Se você me ama, me deixa morrer em paz. Foi isso que ele me pediu, revelou, disse sua mulher, a poeta Claudia Ahinsa.


Ferreira Gullar foi batizado com o nome de José Ribamar Ferreira, tendo nascido na cidade de São Luís - MA, em 10 de setembro de 1930. Ele destacou-se ao longo de sua trajetória, como escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista, ensaísta, e foi um dos importantes fundadores do neoconcretismo, no Séc. XX.

O poeta Ferreira Gullar faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 04 de dezembro de 2016, no CTI de um hospital em Copacabana, após complicações pulmonares que perduraram por mais de 20 dias.


Seu corpo foi velado na Biblioteca Nacional, e na data de hoje, 05 de dezembro, houve cerimônia fúnebre, na Academia Brasileira de Letras, onde foi empossado em dezembro de 2014.














Ferreira Gullar, em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em dezembro de 2014.

Hoje à tarde houve o sepultamento do corpo do grande poeta no mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, cidade que ele abraçou e amou.



Ferreira Gullar, doce e forte em sua poética


Ele disse em suas diversas entrevistas quando lhe era perguntado qual seria, em sua opinião, o conceito da palavra arte: “a arte é uma coisa muito difícil, não me considero a altura de definir o que é arte porque é uma coisa da experiência. Seguramente arte supõe uma linguagem, o conhecimento dessa linguagem e, sobretudo talento, de modo que para se fazer arte tem que nascer artista, não que nasça sabendo, mas com as qualidades que poderão torná-lo um artista. Definir arte de uma maneira genérica é muito difícil”. A ainda disse: “A crítica de arte foi uma coisa que nasceu do próprio processo cultural. As pessoas naturalmente que se interessam por arte, que não são criadoras de arte, mas que tem grande interesse por arte, buscam o entendimento da arte porque no fundo a crítica é antes de mais nada a tentativa de entender a arte. Evidentemente não há crítica infalível. A crítica tem uma parte de conhecimento e de objetividade. Outra parte é subjetividade e opinião”.

Ave Gullar!

Recordemos uma das suas mais belas poéticas:




Poema Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

(Ferreira Gullar. Os Melhores Poemas de Ferreira Gullar.)







Ave Gullar!

“A ARTE EXISTE PORQUE A VIDA NÃO BASTA”.

Ele diz em suas diversas entrevistas quando lhe é perguntado qual seria, em sua opinião, o conceito da palavra arte: “a arte é uma coisa muito difícil, não me considero a altura de definir o que é arte porque é uma coisa da experiência. Seguramente arte supõe uma linguagem, o conhecimento dessa linguagem e, sobretudo talento, de modo que para se fazer arte tem que nascer artista, não que nasça sabendo, mas com as qualidades que poderão torná-lo um artista. Definir arte de uma maneira genérica é muito difícil”. A ainda disse: “A crítica de arte foi uma coisa que nasceu do próprio processo cultural. As pessoas naturalmente que se interessam por arte, que não são criadoras de arte, mas que tem grande interesse por arte, buscam o entendimento da arte porque no fundo a crítica é antes de mais nada a tentativa de entender a arte. Evidentemente não há crítica infalível. A crítica tem uma parte de conhecimento e de objetividade. Outra parte é subjetividade e opinião”.

Pensando sobre arte como expressão da sociabilidade humana:

Os fatos artísticos e sociais, como elementos da cultura, evidenciam que os modos de compreensão e apropriação da realidade ocorrem de forma coletiva, mediante práticas sociais que são compartilhadas e transmitidas historicamente.

Por essa razão, somos todos, coletivamente, sujeitos criadores da cultura e da arte, considerando que herdamos concepções, representações e significados que assimilamos, modificamos e comunicamos, garantindo a continuidade do conhecimento e do compartilhamento de símbolos sociais essenciais para a vida em sociedade.

Segundo Bourdieu, o capital simbólico que podemos acumular como aporte cultural constitui-se de elementos da vida social que influenciam a cultura e por ela são também influenciados: as artes, as formas de comunicação, as crenças, os costumes formam a amálgama dessa experiência de vida social.

Nesse sentido, a arte como forma privilegiada de leitura e interpretação da realidade social, pode ser considerada como um modo de expressão complexo e multifacetado, pois sendo o resultado de um contexto social, não é apenas o reflexo de uma realidade, mas também apresenta sua potencialidade para questionar esse contexto.

Paulo Barroso, pesquisador português, no campo da sociologia da arte, lembra-nos que:
“A criação artística como expressão social está patente, na variedade de estilos, formas, matérias e temas que marcam as épocas das obras de arte.

Ao longo da história a arte tem conseguido expressar a diversidade religiosa: os templos gregos em honra dos deuses, as pirâmides egípcias, as mesquitas árabes, os mosaicos bizantinos ou os vitrais góticos e os capitéis românicos das catedrais ocidentais. (Barroso: p.83)

Um exemplo da arte como elemento de intervenção social pode se evidenciar em uma dupla dimensão: reiterando valores sociais ou questionando a ordem social. Por exemplo, reiterando os valores vigentes podem ser citados os monumentos que simbolizam o regime democrático, como a estátua da liberdade, em Nova Iorque, ou a águia imperial, em Versalles, fazendo a apologia ao Estado absolutista de Luís XIV. Por outro lado, a obra de Pablo Picasso, Guernica, conhecida mundialmente, expressou o posicionamento político do artista em relação aos republicanos, durante a Guerra Civil Espanhola, retratando a destruição de Guernica, capital do país Basco. Picasso não reproduziu cenas da guerra, mas os sentimentos de horror e dor provocados pelos impactos desse bombardeio. A obra de 1937 antecipou uma visão do massacre que ocorreria em toda a Europa, durante a Segunda Guerra Mundial.

Na atualidade, a realidade mundial mostra-se ao mesmo tempo padronizada pelo mercado global, porém também muito diversificada num contexto em que convivem diversificadas e contraditórias interpretações e expressões da sociabilidade humana. Temos a construção de profundos movimentos pela PAZ, enquanto proliferam as guerras no oriente. Portinari, com sua obra Guerra e Paz, conseguiu captar a profunda contradição da civilização humana. Também o termo “arte” pressupõe uma realidade diversa, razão pela qual existem linguagens artísticas diferentes e peculiaridades técnicas e materiais das obras.

A diversidade da realidade artística e as peculiaridades das linguagens e técnicas da arte explicam a capacidade de produção e de recepção de influências do meio social. Existem tanto modos de ver como mundos interpretados pela arte, na medida em que proliferam redes ou estruturas onde se produzem e se consomem obras de arte, o que leva Pierre Bourdieu a designar por campo artístico. (BARROSO: p. 84).

Na realidade, o artista é um intérprete do meio em que se encontra inserido e é portador de sínteses artísticas em que os elementos sociais, elaborados em seu pensamento e influenciados por seus sentimentos, se refletem em suas obras, sendo, portanto, um criador e comunicador de elementos subjetivos e objetivos, que se materializam na pintura, na literatura, na música e na fotografia.

Os artistas envolvidos no movimento de produção entre os continentes, como está publicado nos livros que estão sendo lançados em diversos países da Europa, dos quais faço parte, são artistas que, atravessando fronteiras e articulando pessoas do Brasil e dos mais diferentes países, apresentam sua arte sob os mais diferentes estilos, trabalhando para construir uma relação mais ampliada entre a arte e os mais diversos segmentos da sociedade, na tentativa de ultrapassar os limites das sociedades capitalistas contemporâneas, onde um público restrito tem acesso ao “mercado das obras de arte” e aos valores estéticos impostos por esse campo artístico, constituído predominante por uma classe social privilegiada. Naturalmente, um processo de democratização da arte e de suas formas de manifestação requer uma renovação nos processos de sociabilidade humana, permitindo uma ampla circulação de produção artística em todos os campos, para que se construam novos padrões culturais, que embora não possam ser isentos das influências do atual contexto social, fortaleçam formas de influenciar esse contexto, visando principalmente humanizar as relações sociais.

A relação entre arte e educação foi defendida por muitos artistas e escritores do século XIX, mas destaca-se, aqui, Fernando Pessoa, que defendeu uma função instrutiva da arte para o bem e para a verdade, o que quer dizer, claramente, o fortalecimento entre a ética e a estética.

Ave Gullar!

Ferreira Gullar quando garoto jogou futebol, depois pintou alguns quadros, por ter descoberto a arte. Mas a paixão de sua vida era a poesia. Ele publicou seu primeiro livro, aos 19 anos, intitulado “Um pouco acima do chão”.

Aos 21 anos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi locutor de rádio, editor de revistas literárias, colaborou com jornais e revistas como poeta e crítico de arte. Em 1976 publicou o “Poema Sujo”, livro que marcaria toda a sua obra literária.

Dentre suas principais obras destacam-se: "A luta corporal", lançada em 1954, "Dentro da noite veloz", do ano de 1975, "Poema sujo" de 1976 e "Na vertigem do dia", em 1980.

Registramos os primeiros versos do POEMA SUJO, de Ferreira Gullar:

turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? como pluma? claro mais que claro claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
um bicho que o universo fabrica e vem sonhando desde as entranhas
azul
era o gato
azul
era o galo
azul
o cavalo
azul
teu cu

tua gengiva igual a tua bocetinha que parecia sorrir entre as folhas de
banana entre os cheiros de flor e bosta de porco aberta como
uma boca do corpo (não como a tua boca de palavras) como uma
entrada para
eu não sabia tu
não sabias
fazer girar a vida
com seu montão de estrelas e oceano
entrando-nos em ti

bela bela
mais que bela
mas como era o nome dela?
Não era Helena nem Vera
nem Nara nem Gabriela
nem Tereza nem Maria
Seu nome seu nome era…
Perdeu-se na carne fria
perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia
perdeu-se na profusão das coisas acontecidas
constelações de alfabeto
noites escritas a giz
pastilhas de aniversário
domingos de futebol
enterros corsos comícios
roleta bilhar baralho
mudou de cara e cabelos mudou de olhos e risos mudou de casa
e de tempo: mas está comigo está
perdido comigo
teu nome
em alguma gaveta.


Ave Gullar!

Dezembro de 2014: Ferreira Gullar na Academia Brasileira de Letras

A Academia Brasileira de Letras realizou a cerimônia de posse do novo imortal maranhense Ferreira Gullar m 05 de dezembro de 2014, quando ele tornou-se o mais novo imortal da ABL, no décimo quarto ano da 2ª década do século XXI, às vésperas do novo de 2015, desse Terceiro Milênio.

O Maranhão, São Luís e o Brasil têm grande orgulho desse seu filho, o poeta Ferreira Gullar que foi, maestro das palavras, de novas vozes, de novos sons, das diversas odes, sinfonias, cantos e estética de sua poesia sem fronteiras e de sua importante participação no cenário da literatura brasileira, latina e internacional. É crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista, ensaísta, um dos fundadores do neoconcretismo, colunista da Folha de São Paulo, e um dos mais reverenciados e prestigiados autores brasileiros vivos, na nossa contemporaneidade desse início do Século XXI.

Ferreira Gullar é um admirado e respeitado poeta brasileiro, um doce e forte poeta de cabelos lisos e brancos da cor de prata lunar de uma Ilha Ludovicense encantada, sua terra natal, que o fez ser também encantado, mais ainda, em seus 84 anos, pois é possuidor de uma rara e virtuosa essencialidade e simplicidade no que pensa, fala, escreve e deixa fluir, através da arte do tempo em sua vida e em sua obra, que ganhou notoriedade e que é reconhecida há décadas, a partir de sua ida para o Rio de Janeiro, mas sempre retornando à sua amada cidade onde estão seus amados familiares, amigos, admiradores e seguidores de sua obra literária.

A partir do dia 5 de dezembro de 2014, o grande poeta Ferreira Gullar passou a ser o mais novo membro imortal da Academia Brasileira de Letras, uma das importantes instituições literárias do nosso país.

Gullar, poeta maranhense na Casa de Machado de Assis.

Primeiramente, na data de 14/07/2014, Ferreira Gullar se candidatou a uma vaga na ABL, enviando uma carta de praxe, uma vez que tinham sido abertas inscrições que foram até o prazo de 10 de agosto, pela vaga de uma Cadeira em disputa que era ocupada por Ivan Junqueira, falecido em 3 de julho de 2014.

Gullar contou com o apoio do seu amigo, o acadêmico Antonio Carlos Secchin, que liderou a campanha por sua eleição, o qual proferiu um importante discurso sobre a obra do poeta, pois ele como crítico literário foi o organizador do livro: "Ferreira Gullar: Poesia Completa, Teatro e Prosa”.

A Academia Brasileira de Letras, cujo patrono é o imortal Machado de Assis, abriu seus espaços acadêmicos, suas portas, janelas, salões e sua atmosfera histórica, na noite do dia 5 de dezembro para empossar mais um notável representante das letras e cultura brasileira, em nível internacional.

Ferreira Gulllar foi empossado na cadeira nº 37 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo ao poeta e tradutor Ivan Junqueira (1934-2014).

Em seu discurso de linguagem simples, mas com mensagens leves e importantes, Gullar falou sobre o caminho e processo que o levou à ABL, fez homenagem aos seus antecessores e recebeu muitos aplausos dos seus novos confrades, amigos e admiradores, inclusive contou com a presença dos seus amigos, a atriz Fernanda Montenegro e o cartunista Ziraldo.  Gullar agradeceu a todos, fez agradecimento ao acadêmico José Sarney, seu amigo maranhense, e homenageou o patrono de sua cadeira, Tomaz Antonio Gonzaga. Ele disse: "Não diria que foi um grande poeta, mas tampouco enveredou pela falsa retórica e falsos sentimentos".

Ao final de seu discurso, foi realizada a cerimônia que formaliza a posse dos novos acadêmicos. Nessa ocasião, o acadêmico José Sarney entregou a ele a espada, o acadêmico Eduardo Portella fez a aposição do colar e a acadêmica Ana Maria Machado lhe entregou o diploma, conforme a cerimônia oficial da Casa de Machado de Assis - a sua nova casa, onde seus membros honram a língua pátria que une povos. E creio que sua presença levará novas vozes e novo oxigênio à ABL, e a tradicional cerimônia de posse de Ferreira Gullar, transmitida ao vivo, pela primeira vez, pelo novo sistema de comunicação da ABL.

Por coincidência ele foi empossado na mesma data em que São Luís foi elevada à condição de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO, em cerimônia na sede de Paris, em 5 de dezembro de 1997, ocasião em que estiveram presentes a então Governadora Roseana Sarney, o arquiteto e coordenador de parte dos documentos formais sobre o centro histórico de São Luís, Felipe Andrés, diretor do Patrimônio Cultural do Estado, na época, e outros assessores de governo e autoridades.

“Petit Trianon de Versailles”, suas portas, janelas e salões abertos

A Academia Brasileira de Letras foi fundada em 1897, e a instalação de sua sede foi no prédio neoclássico batizado de “Petit Trianon de Versailles”, em 1923, como a sede definitiva da ABL, que abre suas portas, janelas e salões iluminados, para receber cada novo acadêmico que é empossado em cadeiras patroneadas por grandes nomes da literatura nacional, por falecimento de mais dos seus membros.

O Grande Senhor Tempo é testemunha da história da arte e das realizações institucionais que representam setores e segmentos da sociedade mundial. E nessa perspectiva, sob a direção da arte do tempo, as sessões da ABL, desde sua fundação em 1897, até 1904, se realizavam em diversos locais da cidade do Rio, tais como: Colégio Pedro II, Biblioteca Fluminense, Real Gabinete Português de Leitura e Ministério do Interior. Foi o acadêmico Mário de Alencar quem conseguiu a permissão para a Academia funcionar no prédio Silogeu Brasileiro, também no centro do Rio de Janeiro, onde realizava suas atividades acadêmicas, até se fixar no Petit Trianon.

A réplica brasileira foi construída na Avenida das Nações (atual Avenida Presidente Wilson), no coração do Rio, para registrar a importante participação francesa na Exposição do Centenário da Independência do Brasil, em 1922. Após as comemorações, em 1923, o prédio ficou sem utilização, e assim foi doada à ABL.

O belo prédio foi doado à instituição literária brasileira pelo Governo francês, através de seu primeiro-ministro, Raymond Poincaré, e presidente da República, Alexandre Millerand. A cerimônia de inauguração do novo endereço da importante Casa de Machado de Assis foi dirigida pelo Acadêmico Afrânio Peixoto, presidente da ABL, que contou a importante presença do embaixador da França, Alexandre Conty, além de outros ilustres acadêmicos, da época.

Assim, a centenária e histórica Academia Brasileira de Letras abriu portas e janelas do “Petit Trianon de Versailles”, para mais uma tradicional cerimônia de posse de um novo imortal: Ferreira Gullar, pois sua obra viva representa milhares de palavras que possuem alma, sons, muitas vozes, ressonâncias, cores, ecos e verdades que atravessam fronteiras, pois o poeta, aos 84 anos, passa a ocupar a cadeira deixada por Ivan Junqueira.

Gullar, em sua sabedoria maior, em seu conhecimento filosófico, histórico, literário, poético e artístico criou diversos movimentos literários, e suas dezenas de obras publicadas no Brasil possuem uma linguagem universal que é traduzida por mentes e corações sensíveis, pois o coração do poeta, sua alma, sensibilidade, inteligência, sua beleza interior encantam os ludovicenses, maranhenses, brasileiros, assim como encantam os latinos e europeus que são leitores de suas diversas obras, assim como encantam dezenas de cantores, músicos, atores, poetas e escritores brasileiros. Esse importante crítico de arte já ocupa uma cadeira acadêmica na Casa de Machado de Assis, na cidade do Rio de Janeiro, uma das sedes da cultura brasileira e internacional..

Vestindo o fardão de acadêmico, Gullar abriu seu discurso agradecendo aos amigos acadêmicos que tanto insistiram para que ele se candidatasse a uma vaga na casa, como José Sarney, Eduardo Portella, Ana Maria Machado, Cicero Sandroni e Antonio Carlos Secchin. "Aproveito para pedir desculpas por tanto ter me esquivado à sua paciente generosidade", disse ele, publicamente, uma vez que teria sido criticado por alguns, por ter tido sempre uma postura transgressora, e que estaria traindo seu passado ao participar de uma instituição que representa tradição e o 'establishment'. Gullar referiu-se à guinada como coerente com suas escolhas na vida, sempre surpreendentes.

"Como minha vida tem se caracterizado não pelo previsível, mas pelo inesperado, ao decidir-me pela candidatura à que nunca aspirei, agi como sempre agi, ou seja, optar pelo imprevisível. Estou feliz da vida, uma vez que, aos 84 anos de idade, começo uma nova aventura pelo inesperado que a algum lugar desconhecida há de levar-me. Pode alguém se espantar ao me ouvir dizer que posso encontrar o novo nesta casa que é o reduto próprio da tradição. E pode ser que esteja certo. Não obstante, como na vida, em qualquer lugar, em qualquer momento, o inesperado pode acontecer".

Seguindo a tradição, Ferreira Gullar homenageou os ocupantes da cadeira 37: Alcântara Machado, Getúlio Vargas, Assis Chateaubriand, João Cabral de Melo Neto e, finalmente, seu antecessor e amigo, Ivan Junqueira. "Posso garantir-lhes que foi um grande homem de letras. Na literatura, encontrou seu verdadeiro universo", disse o poeta.

Ferreira Gullar homenageou o patrono de sua cadeira, Tomaz Antonio Gonzaga. "Não diria que foi um grande poeta, mas tampouco enveredou pela falsa retórica e falsos sentimentos", disse Gullar, um dos mais aclamados autores brasileiros vivos.

( Fotos da Internet)

Ave Gullar!
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Brasil, 05 de dezembro de 2016



Universidade Planetária do Futuro -Ano V
Depto de Cultura e Divulgação
Coordenação: Ana Felix Garjan
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sábado, 12 de novembro de 2016

Crise do Ensino Público, por Katya Brasghini - Boletim Outras Palavras



O Fórum acadêmico da UNIFUTURO - Universidade Planetária do Futuro - ANO V, divulga entrevista sobre o futuro Presidente dos Estados Unidos, Donal Trump, no Boletim Outras Palavras.


Crise do Ensino Público: depois dela, o vazio?
Boletim Outras Palavras

– on 12/11/2016 Categorias: BrasilDestaquesPolíticas
 
161112-secundas

Projeto de escola nascido com a Revolução Francesa está esgotado. Mas como retomar, no século 21, ideias de igualdade, democracia e participação coletiva no futuro comum?

Por Katya Braghini
Talvez estejamos assistindo à morte dos princípios da democracia liberal que são o fundamento de um ideário de escola, com mais de 200 anos, e que nos move como sujeitos que pensam o futuro de novas gerações. Foi essa a sensação que tive ao término da linda apresentação da professora Carlota Boto (da Faculdade de Educação da USP) acontecida numa tarde de outubro, na PUC-SP por conta do I Seminário de História da Educação do programa de pós-graduação em Educação: História, Política, Sociedade.

A professora fez explanação sobre os princípios democráticos da escola pública, laica, gratuita pensados por Condorcet durante a Revolução Francesa. A narrativa mostrava os encaminhamentos do pensador e revolucionário a respeito de como deveria ser a escola francesa e, de como esses princípios, foram sendo estabelecidos, paulatinamente, ao longo do século 19 naquele país. Implicitamente, na fala, percebíamos a montagem dessa grande tecnologia, “a escola”, uma incrível invenção que foi amparada por princípios liberais, democráticos, e mesmo diante de suas dubiedades e contradições históricas, fracassos até, se estabeleceu como uma necessidade, quase que se naturalizou, como instituição que forma e conforma pessoas dentro de padrões de racionalização e que, sendo assim, ou ainda assim, pensa e projeta futuros.


Porque, está intrínseco ao ideário projetado, que a escola, como ambiência de formação é um espaço que, em termos físicos, estéticos, morais e psicológicos, nasceu com uma certa concepção de história, aquela que se funda com o poder de organização de grandes coletivos, “coletivos singulares”, em nome de um futuro melhor, um mundo melhor, utopias de “progresso”, “desenvolvimento”, “socialismo” e “fortuna”. E a ideia de equidade está lá desde a gênese, como parâmetro desse processo histórico. E assim, com percalços, erros, disputas curriculares, brigas políticas, lutas sociais, contradições e quedas, nos lançamos por mais de dois séculos, repassando pela própria escola, uma tradição humanista: a defesa da escola pública, laica, gratuita que gerasse grandes coletivos esclarecidos. Forjar sujeitos cuja autonomia significasse a possibilidade de criação de discursos próprios, gerando o sentido de responsabilização diante do outro: ética do saber fazer, saber pensar, como marco de cidadania. É evidente que todas essas palavras ganham e perdem significações ao longo do tempo, mas aqui, estou falando de princípios. Pois afinal, até sem pensar muito, professores repetem essa ideia “em defesa de uma escola laica, pública, gratuita” uns para os outros e deles para o mundo.

Nicolas de Condorcet pensou,, em meio à Revolução Francesa, um projeto de Escola Pública que jamais foi plenamente adotado no Brasil

Nicolas de Condorcet pensou,, em meio à Revolução Francesa, um projeto de Escola Pública que jamais foi plenamente adotado no Brasil

Discutimos o desvanecer de princípios democráticos diante da força intervencionista do neoliberalismo na formulação de políticas públicas; ao mesmo tempo, vemos os movimentos sociais e educacionais combativos diante do rápido processo de desativação desses mesmos princípios. E o ataque à escola é o sinal de morte dessa longa tradição humanista que nos pautou como educadores nesse processo: igualdade, universalidade, laicidade, autonomia política, liberdades civis, cidadania.

Vemos a intervenção de instituições internacionais como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, a agressiva investida de interesses empresarias, lobby de escolas particulares atuando decisivamente na configuração das reformas educacionais. Nesses discursos, a Educação ainda é apontada como “uma prioridade”. Mas, é necessário compreender o motivo e o sentido dessa ideia. Prioridade para quê? Se atualmente, o léxico empresarial se fixa aos discursos produzidos sobre a Educação, de forma que, palavras como “eficiência”, “flexibilização”, “enfoque setorial”, “empreendedorismo”, estimulam a entrada e manutenção de uma administração gerencial, concorrencial, no plano geral e, particularmente, incitam a fixação do setor privado nos interesses da escola pública?

A crise social gerada, em plano mundial, especialmente em relação ao trabalho, revela, cada vez mais, as contradições, injustiças e limites dessa estrutura hegemônica. É necessário, portanto, discutir a posição da Educação diante dos contornos historicamente dados na atualidade ao que Dardot e Laval (2016) chamam de “nova racionalidade ademocrática”, pois a corrosão dos direitos sociais do cidadão diz respeito aos fundamentos do que é a própria “cidadania” e como tal, passamos a uma nova fase da história, quando a principal invenção coletiva foi criar a ideia de “sujeito como empresa de si”. Lá estamos nós descartando a possibilidade de pensar em “outros”.

A educação, pensando a promoção da democracia, tem relação direta com a manutenção de espaços que impulsionam a multiplicação de contatos sociais e a ampliação de experiências acontecidas no entrelaçamento das várias atividades da vida conjunta e mutuamente comunicada. Por isso, a escola se mantém como território de transformação social; lugar com grande potencial de reflexão crítica da realidade. Mas, em tempos neoliberais, reside sobre essa instituição uma nova contradição: porque nela recai a ideia de conformação dos sujeitos aos padrões dessa racionalidade, dita “empresarial”; mas, é também nela que vemos mobilizações sociais, que contradizem o plano de sua adequação aos critérios da produtividade e da rentabilidade. Matar este contra-discurso que reside no seio da escola é a artimanha diabólica de um Estado que passa a ser ente horizontal na cumplicidade com os interesses privados sobre a educação. Chamar este Estado de “poder público” virou uma mentira retórica. Ele está longe de nós, fechado em palácios com banquetes, enquanto clamamos pela manutenção da escola democrática.

Atualmente, pela confusão criada entre as esferas política e econômica e a suspensão das fronteiras entre a esfera pública e a esfera privada, a educação manifesta-se como ação legitimadora de uma sociedade fortemente excludente. A compreensão dos processos políticos, sociais, econômicos, psicofísicos que fomentam essas reformulações sobre a pauta educacional, levando-a para este caminho antidemocrático, marca a importância de análises sobre a relação entre democracia e educação mediante o planejamento e a organização de um Estado que vê o “povo” como inimigo. Bresser Pereira está falando disso em um post que tem circulado na internet: de como o neoliberalismo, na articulação entre estado e interesses privados fomenta e faz funcionar uma “luta de classes inversa”. Ou seja, segundo sua análise, não estamos mais no momento de ver o povo clamando por seus benefícios diante de um poder que resguarda e protege os interesses do capital monopolista. Estamos vivendo uma batalha de ódio dos chamados “ricos rentistas” que não necessitam de comprometimento com a nação, mas que na fluidez mundial de suas riquezas, lutam ferozmente contra os limites estabelecidos pelo estado de bem estar social. Não somos nós, os comuns, que temos força de contradição. Ao contrário, eles têm força para o nosso aniquilamento, acabando com a ideia de direito público. Essa é a natureza da PEC 241.

Pensar os processos históricos de constituição de um contra discurso, ou seja, a ação prática do povo, que por meio do seu ativismo, manifestações, organizações de grupos, sindicatos e pensamento social apontaram outros caminhos e significados para a Educação. A professora Circe Bittencourt (PUC-SP), que tem sido uma ativista destacada contra este estado de coisas — porque percorre, de corpo presente, todo o país, fazendo política militante — perguntou durante a sessão: E nós, como pensadores da educação, como intelectuais, professores e alunos, o que fazer como desafio? Nós vimos o debate fluir para a história da educação, nos fazendo lembrar que, algumas vezes, intelectuais são “convocados” a tomar posição e a se lançar em manifestos crassos, formular um pensamento e o documentá-lo, agindo politicamente com a ideia de consenso para marcar uma posição. Não da forma “internética”, momento quando o excesso de “manifestos” vendem no atacado ideias múltiplas de frentes sem foco. Mas, talvez de outra forma, que eu mesma não saberia qual ou como?

Lembrei-me de que “a história não faz nada” senão por meio dos homens. Senti tristeza em constatar que talvez estejamos vendo o final de uma era para a história da escola. Lembramos ali, de que no Brasil, nunca conseguimos implantar essa escola de humanismo revolucionário. E hoje, diante de um momento de quase sonhos possíveis, andando lentamente rumo a uma educação pública de qualidade, laica, diversa, fomos lançados à morte de um “futuro melhor”. Paolo Bianchini, professor da Universidade de Torino, falava disso em outra palestra também: Qual professor vai poder dizer com honestidade que rumamos para um “futuro melhor”? Porque os processos históricos não estão mostrando isso, pelo contrário. Matamos aqui uma das funções históricas da escola e um dos sentimentos mais vigorosos que perpassam a longa história dos professores em relação aos seus alunos. Eu me fiz essa pergunta e a pronunciei: por que optamos em dar fim a uma invenção tão poderosa com princípios tão bonitos? Abrimos mão até mesmo dos princípios!

Julgo que um manifesto vale menos pelo papel, e mais, pela ação de sujeitos, seres de carne e osso, que se encontram cara a cara, ao vivo e em cores e ali registram o seu nome dizendo: Da forma como é, sou contra.Tem algo nessa história toda que está anunciando claramente a nossa incompetência para agir.
 

Katya Braghini

Katya Braghini é Doutora em Educação, professora e pesquisadora do PEPG em Educação: História, Política,Sociedade (PUC-SP), historiadora da educação.


Link: http://outraspalavras.net/brasil/crise-do-ensino-publico-depois-dela-o-vazio/

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UNIVERSIDADE PLANETÁRIA DO FUTURO - ANO V
Departamento de Assuntos Sociais
Diretora: Profa. Dra. Maria de Fátima Felix Rosar
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Departamento de Cultura e Comunicação:Coordenação: Ana Felix Garjan
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Abertura do espaço da Universidade do Futuro. Brasil, 28/12/2009

Na política do mundo globalizado está dada a largada para uma nova cadeia de intenções, atitudes e hábitos, diante das questões graves apresentadas pelos diversos cientistas e governantes dos 192 países que estiveram no encontro da cúpula da COP15, em dezembro de 2009. A nova estratégia de superação da crise do planeta e do mundo está sendo chamada de Nova Revolução Verde, pois o mundo já consome mais do que a natureza produz. Caberá aos homens e mulheres dos países, culturas e etnias descobrirem novas formas e hábitos que contribuam com a sustentabilidade que se faz necessária e urgente. O ano de 2010 será o Ano Internacional da Biodiversidade, e será muito importante para fechar a Primeira Década do Século XXI. A partir da Segunda Década o mundo iniciará, de forma mais veloz, o seu encontro com o Ano de 2050, onde estarão as novas fórmulas científicas que poderão garantir o futuro da humanidade do Planeta Terra. Ele é um orbe que tem seus sistemas independentes dos sistemas do homem, mas o mundo precisa refletir sobre suas atitudes em relação à natureza, aos animais, às águas, aos sistemas vivos, e às grandes causas da nossa humanidade. Brasil, 28 de dezembro de 2009. Ana Felix Garjan - Idealizadora do projeto Universidade Planetária do Futuro e membro da comissão dos fundadores da sociedade cultural, sem fins lucrativos: Grupos ARTFORUM Brasil XXI, que organizou o Plano Nossa Década 2001 - 2010 e o Programa Universidade Aberta "Telhados do Mundo" .
Nossos sites principais: : http://www.artforumunifuturobrasil.org/ - http://www.cidadeartesdomundo.com.br/ - http://www.cidadeartesdomundo.com.br/MV.html Cultura Humanista-Planetária por um mundo melhor.

Primeiro Documento Oficial da Universidade Planetária do Futuro

Aos vinte e três dias do mês de março do ano de 2010 - o último da Primeira Década do Século XXI foi realizado um Fórum – Conferência dos fundadores, diretores e consultores dos Grupos Artforum Brasil XXI e da Universidade Planetária do Futuro, após reuniões, roteiros metodológicos e projetos especiais registraram a organização da estrutura da Universidade Planetária do Futuro, considerando a primeira reunião realizada em dezembro de 2009. Foram aprovados artigos do documento filosófico da UNIFUTURO, para fins de sua institucionalização, em nome da História, da Filosofia, da Ciência e da Cultura Humanista-Planetária. ***ARTIGOS APROVADOS ***Artigo I - Que a ética humana, as filosofias, ciências, culturas, literaturas, linguagens e as tecnologias de todas as áreas e setores do mundo se voltem para a construção de novos projetos que contribuam para a construção de um novo mundo justo, pacífico e humanizado, nas próximas décadas, séculos e milênios. *** Artigo II - Que possamos contribuir com a justiça e a paz mundial, a partir de efetivas mudanças e da transformação da sociedade mundial e seus sistemas. Que sejam vivos e reais os Direitos e Deveres da Humanidade para com a Pessoa Humana, a Natureza, os Animais e o Planeta. Desejamos que sejam concretas as atitudes humanas e a solidariedade em prol de um mundo mais humanizado. ** Artigo III - Que os direitos humanos sejam respeitados em todos os países e territórios do mundo político e social. Que as Filosofias, Ciências, Culturas e Artes sejam conexões de justiça para os povos e cidades abandonadas do mundo. Que haja Justiça e Paz para as mulheres e seus filhos mortos/desaparecidos no Brasil e em todos os países. ***Artigo IV - Que todas as ciências, tecnologias, artes, linguagens estéticas, literatura e atitudes humanas contribuam para as mudanças que se fazem necessárias e urgentes, para a transformação da sociedade mundial. ***** Artigo V - Que as pessoas, grupos, comunidades, associações, organizações e instituições e governos cumpram com seus deveres e com seu papel transformador, no âmbito da sociedade onde estão inseridas. Que todo saber e conhecimento contribuam para o novo tempo do mundo, nesse início da segunda década do século XXI. ** Conclusão em síntese: Somos todos sementes da arte da humanidade da Terra, através da cultura, das ciências humanas, das ciências sociais e das tecnologias humanizadas, neste ano de 2010, e em nosso país, o Brasil que registra seus 510 anos de história, educação, cultura e literatura. *Somos semeadores do futuro e passageiros do amanhã. Que haja transformação das sociedades, em prol da Justiça e Paz da humanidade.*** Brasil, 23 de março de 2010 - Século XXI-Terceiro Milênio. Assinam este documento os Fundadores, Diretores, Coordenadores e Consultores da Universidade Planetária do Futuro. Brasil, 23 de março de 2010 - Último ano da 1ª Década do Século XXI.

Homenagens da Universidade Planetária do Futuro, em 2010

Nosso Tributo à África - seu povo e cultura; às Américas; aos cinco continentes, aos mares, oceanos, terras, povos do mundo, à diversidade cultural de hoje e do futuro. Homenagem ao Brasil - Cinco séculos de história, cultura e instituições oficiais. Homenagem aos representantes das etnias que formaram o povo brasileiro, e ao seu futuro. Homenagem aos grandes nomes da História, da Educação, da Cultura e Ciências, e das áreas do conhecimento científico desenvolvidos ao longo dos três milênios, nos séculos e décadas do mundo. Homenagem aos que lutaram e lutam pela Justiça e Paz Mundial em prol de um Mundo Melhor. Homenagem e reconhecimento às pessoas, grupos e organizações que trabalham pela Educação e Cultura Humanista - Planetária, em prol da nossa humanidade, da natureza e do planeta. Brasil, janeiro de 2010. Conselho Universitário, Diretores, Coordenadores e Consultores da Universidade Planetária do Futuro.

Universidade Planetária: Filosofias, Culturas e Ciências 2011.

*UNIVERSIDADE PLANETÁRIA DO FUTURO - Aos 25 dias de setembro de 2011 foi celebrado e divulgada e estrutura administrativa da Universidade Planetária do Futuro, para que ela possa atingir seus objetivos e missões. A presidência será formada por membros do Conselho Diretor , Coordenadores e Colaboradores. *Estrutura da Universidade Planetária do Futuro - UNIFUTURO: *Centro de Ciências Sociais *Centro de Pesquisa e Ciências do Meio Ambiente. *Departamento de Arte Educação. *Departamento de Comunicação, Divulgação Científica e Cultural. *Departamento de Projetos Especiais. *A Representação e divulgação da Unifuturo será desenvolvida através de sites, blogs e páginas em redes sociais *** Brasil, 25 de setembro de 2011. Bem-Vindos! Welcome! Bienvenidos!

Somos passageiros do futuro e trabalhamos pelo Mundo Melhor.

O "Manifesto Verde pela Paz da Humanidade e do Planeta", dos Grupos ArtForum Brasil XXI foi escrito em 2001, como resultado de fóruns e diálogos dos Grupos Artforum Renasissance vie Universelle, Artforum Mundi Planet, com grupos universitários e organizações de cultura e meio ambiente. Os fóruns foram coordenados por Ana Felix Garjan, que elaborou o texto - mantra do Manifesto Verde Pela Paz da Humanidade e do Planeta, em 2001. O manifesto inspirou a "Carta Magna" da Universidade Planetária do Futuro - 2ª Década do século XXI. *****Manifesto Verde pela Paz da Humanidade e do Planeta: http://www.cidadeartesdomundo.com.br/MV.html

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